fim (do ano)
Olá a todos. Mais um ano que hoje chega ao fim. E que ano. Cheio de histórias, memórias e principalmente aprendizagens. Fiz 31 anos há duas semanas e a vida tem-me ensinado tanto. Acredito que à medida que o tempo passa vamos crescendo e aprendendo a ser resilientes. A vida ajuda-nos a seguir em frente e a pôr de lado as pedras que se foram atravessando no nosso caminho. Tornamo-nos mais resilientes, mais fortes e aprendemos a deixar de lado o que não nos acrescenta. Sempre fui a pessoa que queria agradar os outros e por vezes ia-me esquecendo do mais importante: eu própria. Tentava curar as feridas de toda a gente sem me lembrar de curar as minhas primeiro. Metia os outros num pedestal e isso acabava por me auto-sabotar. Nos últimos anos.. mais ou menos desde os 27, em que fui morar sozinha, comecei a apreciar o meu espaço, o meu silêncio, o meu timing. Comecei a olhar para o meu interior e a refletir sobre as minhas atitudes perante o Mundo e perante mim própria. A respeitar os outros igual mas a não deixar que façam de mim o que querem. Aprendi a colocar-me no meu lugar, sem ter de passar por cima de seja quem for. Mas também aprendi a não perdoar tudo e a não aceitar menos do que mereço. A palavra reciprocidade começou a ganhar mais sentido. Porque não podemos aceitar menos do que o que damos e não podemos esperar que toda a gente seja igual a nõs. Nem todas as pessoas são boas como o que esperávamos, nem todas as pessoas são para nós aquilo que sonhávamos que elas fossem. E por vezes é preciso parar e refletir, é preciso interiorizar que valemos muito mais do que o que nos dizem ou fazem. É importante deixar o passado lá atrás e seguir em frente. Passo a passo, a vida vai-nos pôr onde queremos e merecemos estar. E sabermos o que devemos ou podemos aceitar não é falta de humildade. É amor-próprio. É tão importante e por vezes é colocado de parte quando olhamos mais para os outros do que para nós. Todos temos exemplos a seguir, todos temos pessoas de referência nas nossas vidas. É importante tirar o melhor dessas pessoas mas fazer o nosso próprio caminho. Saber que as nossas pegadas têm de ser dadas apenas por nós. O Mundo lá fora pode ajudar-nos mas somos nós e apenas nós que podemos mudar o nosso rumo e a nossa História. Para isso, é preciso ouvir o nosso eu interior, fechar gavetas, trancar portas e dar o salto para o lugar onde queremos estrar. Somos melhores do que o que pensamos e vamos ser mais felizes do que o que sonhámos outrora. Bom ano a todos. Sejam felizes!


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